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Please press the <foda-se> key Abril 9, 2008

Posted by Humberto B in Uncategorized.
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Isso que eu escrevi no primeiro post ali embaixo ocorreu no exato instante antes da realidade cair sobre a minha cabeça. Vamos dizer que eu estava suficientemente iludido com algumas possibilidades… ou seria melhor dizer impossibilidades? Nem estou falando de promessas de dinheiro, poder e mulheres. Eu mesmo é que me iludi sozinho.

E não foi difícil criar a ilusão, pois eu tinha um monte de problemas para resolver, uma enorme vontade de passá-los para trás, e ninguém na minha frente para dizer o que eu podia ou não podia fazer. Isso tudo me pareceu completamente estimulante, mas na verdade eu não sabia o quanto eu estava perdido e o quanto a situação estava perdida.

Eu me conheço e tenho essa característica de achar que tenho a resposta para os problemas dentro da minha cabeça, e tudo o que preciso fazer é, simplesmente, colocar as soluções em prática. E mesmo sabendo que essa é a parte difícil, que eu precisaria coordenar vários esforços meus & alheios para algo acontecesse, de vez em quando eu entro no embalo e só um chacoalhão pode me fazer parar pra pensar e ver a merda que está prestes a feder.

Pra ser sincero, a queda na real tinha acontecido na última semana de dezembro — facilmente a pior semana de trabalho de toda minha vida. Eu me vi responsável por um software condenado a ser uma massa disforme de código, dados, remendos, idéias prematuras, incompetências prolongadas, esforços perdidos. Eu me vi responsável por manter, entregar e evoluir um monstro. Por diversos momentos, pensava: OK, depois de 12 anos de trabalho, é isso o que você faz de melhor?

Eu estava decidido a pedir demissão antes que dezembro acabasse, mas algumas circunstâncias não ajudaram e foi possível começar janeiro com algumas doses extras de otimismo — infundado, mas otimismo mesmo assim. Relax, just a little pinprick. There’ll be no more ‘aaaah’, but you may feel a little sick.

O post ali embaixo é uma amostra desse estado de espírito “confortavelmente anestesiado”.

Mas como eu ia dizendo, em algum momento a merda ia feder. O dito chacoalhão não foi assim um evento súbito, mas sim a mera entrada do mês de fevereiro. Janeiro tinha sido definido como o mês das mudanças, dos estudos, das discussões. Fevereiro já seria num outro esquema. Já seria o fruto do nosso trabalho intelectual de janeiro! Mas enfim, 31 dias se passaram e o produto do “trabalho intelectual” tinha sido a organização (urgente e inadiável — circunstancial, é a palavra certa) de alguns servidores. Tínhamos estabelecido um roteiro de discussões nos primeiros dias do ano, e esse roteiro não sobreviveu à segunda semana. Eu fiquei muito decepcionado com esse resultado. Sem contar mr. Easy, ninguém mais achou que estava faltando alguma lição de casa pra ser feita.

Claro que o mês de fevereiro, como sempre, trouxe aquela historinha de “trabalho, só depois do carnaval” e com isso alguns projetos periféricos entraram com tudo na ordem do dia. Ou na desordem do dia, que seja. Esses projetos também estavam condenados, por má condução e má concepção. Para atestar a minha incapacidade, eu não tinha participado decisivamente deles. E então ali estava eu novamente no Visual Studio, noites adentro, fins de semana, tentando tirar o atraso, as inadequações do projeto. Até o momento do CHEGA.

Em caso de pânico, aperte a tecla <foda-se>

Pedi férias, interrompi tudo, deixei algumas pessoas de orelha em pé, e fui cuidar da minha vida. Duas semanas depois já estava vendo tudo com outros olhos, com o passado ficando gostosamente distante um dia de cada vez.

Hello, world Janeiro 29, 2008

Posted by Humberto B in Uncategorized.
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Resolvi criar um blog onde eu pudesse registrar a minha rotina de gerente de informática. Feito principalmente para fins históricos pessoais.

Eu penso que não consigo perceber mudanças na minha vida profissional, ao mesmo tempo em que tenho a impressão de que, sim, ela se modifica no passar do tempo. Para enfim deixar minha situação evidente, seja ela qual for, preciso manter um registro.

Mas não me atrai muito a idéia de um diário de bordo. Pretendo deixar impressões sobre alguns fatos relevantes, escrever idéias que eu teimo em deixar que se esqueçam, guardar pedaços de coisas que eu leio de vez em quando. E principalmente fazer uma retrospectiva de tudo isso no decorrer do tempo. Assim eu pretendo avaliar o meu avanço. Avanço em direção a quê? Espero ter uma noção disso também.

Claro que eu posso ser mais específico. Hoje, se fosse perguntado sobre o que eu gostaria de fazer daqui uns cinco ou dez anos, diria que pretendo estar por trás de uma espécie de consultoria de melhores práticas em desenvolvimento de software. Ingênuo demais? Na minha opinião é uma idéia interessante, ou seja, é algo que eu gostaria de passar o tempo fazendo. E acho óbvio que existe uma necessidade muito evidente desse tipo de atividade no mundo.

Eu acho que não posso sequer pensar com seriedade nesse objetivo sem cuidar de todos os passos que eu dou hoje. Eu estou literalmente engatinhando na lama no que diz respeito às tais melhores práticas. O prazo que eu chutei, pra mim, equivale a transformar o Bangladesh na Suécia em meia década. Hoje estou cercado (e participando) de equívocos, de erros repetidos ad nauseum, de fracasso em fracasso. Reverter isso será o grande primeiro passo.

Nesta semana estamos criando os fundamentos para gestão de configuração aqui na empresa. Por fundamentos, entenda-se: ordem nos servidores, serviços respondendo, arquivos arrumados, backup rodando. Sim, isso é o mínimo. E é difícil esse mínimo! Baby steps. Vai ser um acontecimento.